Escrevi meu primeiro software em 2010, uma ferramenta de controle, rastreamento e orientação feita pra resolver um problema meu no trabalho, e nunca foi minha função lá. Nunca foi. Só que ela pegou, escalou, e hoje tem seção que usa.
O que eu fiz pra mim virou pedido dos outros, quase sempre um problema simples de resolver ou uma ferramenta pra facilitar o trabalho de alguém. Eu resolvo. Entrego. E o que falta nesse tipo de troca nunca é dinheiro: é o valor do que foi feito.
Escrever veio junto, e boa parte do que publiquei saiu sem meu nome, incluindo o que mais marcou, que tem título em latim: Vox perit, scripta supersunt, A voz perece, os escritos permanecem
De lá pra cá eu não escolhi uma área pra chamar de minha, e nunca reclamei disso. Faço software, projeto digital, escrevo livros e textos, mexo com tecnologia nova quando ela aparece, e por trás de tudo tem uma coisa só. Pegar uma ideia e ver até onde ela vai.
Se a ideia resolve problema ou só quer virar história, para mim é indiferente. Eu crio e torno real